 | Bom te ver! | Jul 12, 2006 |
Seja benvindo! A partir de agora você vai poder ouvir e copiar as musicas mais especiais da minha discoteca. Aviso que o conteudo é ditado exclusivamente pelas minhas preferencias musicais, mas garanto que aqui só tem coisa de primeira qualidade! Tenho certeza que voce vai gostar Apareça em minha outra casa: http://beths.zip.net Bezerra da Silva ficou conhecido como o típico malandro carioca, mas na verdade era pernambucano de Recife e começou sua vida artística tocando zabumba na banda de Zé Ramalho. Era grande zabumbeiro, segundo ele, era o único musico que tocava três zabumbas de uma vez. Foi pro Rio de Janeiro com 15 anos, escondido no porão de um navio cargueiro que transportava açúcar e quase foi jogado ao mar pelo comandante. Sua verdadeira profissão era pedreiro, a musica entrou em sua vida por acaso. Depois de muitos shows com Ze Ramalho, gravou o primeiro disco pela Tapecar, da TV Globo, em 1975, onde cantava exclusivamente cocos - um ritmo muito pernambucano, quase avô do baião e do forró. O disco, de nome O Rei do Côco, tem composições próprias e já mostra aquele jeito especial de cantar que se tornou a marca registrada em todos os seus discos de samba. | O Rei do Côco | | O Rei do Côco | | Bezerra da Silva | | | Língua Grega | | O Rei do Côco | | Bezerra da Silva | | | Valente na Boca do Boi | | O Rei do Côco | | Bezerra da Silva | | | Côco de Itambé | | O Rei do Côco | | Bezerra da Silva | | | Rapa Cuia | | O Rei do Côco | | Bezerra da Silva | | | Côco do Tato | | O Rei do Côco | | Bezerra da Silva | | | A Coisa Mudou | | O Rei do Côco | | Bezerra da Silva | | | Côco do B | | O Rei do Côco | | Bezerra da Silva | | | O Catimbozeiro | | O Rei do Côco | | Bezerra da Silva | | | Vai Chover Hoje, Urubu? | | O Rei do Côco | | Bezerra da Silva | | | Lei de Bahia | | O Rei do Côco | | Bezerra da Silva | | | Rima de Doê | | O Rei do Côco | | Bezerra da Silva | |
Ai está uma gravação de Joe Williams no Newport Jazz Festival, em 1963. São 16 musicas – com uma banda dos sonhos de todo jazz Singer, na qual se destacam os sax tenor de Coleman Hawkins, Zoot Sims e Ben Webster e os trumpetes de Clark Terry e Howard McGhee. Adoro esse disco, é o Joe Williams vocalista de jazz em sua melhor forma. Escutem com atenção, especialmente a performance de todos em Roll ‘Em Pete.
| Without a Song | | At Newport '63 | | Joe Williams | | | Spoken Intro | | At Newport '63 | | Joe Williams | | | Gravy Waltz (studio) | | At Newport '63 | | Joe Williams | | | She's Warm, She's Willing, She's Wonderful | | At Newport '63 | | Joe Williams | | | Come Back, Baby | | At Newport '63 | | Joe Williams | | | Medley-All God's Chillun Got Rhythm (studio) | | At Newport '63 | | Joe Williams | | | Wayfaring Stranger | | At Newport '63 | | Joe Williams | | | Every Day I Have the Blues | | At Newport '63 | | Joe Williams | | | Anytime, Anyday, Anywhere | | At Newport '63 | | Joe Williams | | | April in Paris | | At Newport '63 | | Joe Williams | | | In the Evenin' (When the Sun Goes Down) | | At Newport '63 | | Joe Williams | | | Some of This 'n' Some of That (studio) | | At Newport '63 | | Joe Williams | | | Roll 'Em Pete | | At Newport '63 | | Joe Williams | | | Gravy Waltz (live) | | At Newport '63 | | Joe Williams | | | Medley-All God's Chillun Got Rhythm (live) | | At Newport '63 | | Joe Williams | | | Some of This 'n' Some of That (live) | | At Newport '63 | | Joe Williams | |
O Multiply apagou 12 posts dessa Vitrola, por conterem, segundo o email, “violação de direitos autorais”. Como eles estão ameaçando cancelar a minha conta caso descubram outras infrações, aviso aos amigos e ouvintes que vou dar um tempo – bem pequeno, somente enquanto descubro outra forma de continuar compartilhando com vocês as coisas que gosto da minha discoteca pessoal.
Grata a todos – continuem conversando comigo em minha outra casa: http://beths.zip.net
Volto já.
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Multiply erased 12 posts of this Vitrola, for containing “violation of copyrights”. As they are threatening to cancel my account in case that they discover other "infractions", I say to my friends and listeners that I’ll give a time of that stuff - a small time, only while I discover another form to continue sharing with you the things that taste of my personal discoteca.
Hasta la vista, baby!
Esse é um disco genial, um dos trabalhos mais líricos do poeta, escritor, violinista, pianista, bandolinista, compositor, cineasta, artista plástico e cantor Jorge Mautner.
Com mais de 40 anos de estrada, Jorge Mautner tem 10 discos e quatro livros e é um dos autores mais gravados em vida, com composições nos discos de Caetano, Gil, Lulu Santos, Zé Ramalho, Kid Abelha e Chico Science, só pra falar nos mais conhecidos. Como escritor também arrasou, recebendo o prêmio Jabuti de literatura com seu primeiro romance, Deus da Chuva e da Morte, publicado em 1962.
Esse disco, de 1974, tem direção musical de Gilberto Gil e lança pela primeira vez no meio musical, um jovem instrumentista de nome Roberto de Carvalho, que depois seria o parceiro fiel de Rita Lee. Aqui ele toca teclados. A capa é de Rogério Duarte, grande artista gráfico dos anos 70, autor do poster de Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha e de quase todas as capas dos discos tropicalistas.
O repertório tem músicas maravilhosas, como a segunda gravação do Maracatu Atômico, já um retumbante sucesso na voz de Gilberto Gil e O Relógio Quebrou, inspirado, segundo seu autor, “pelo relógio dobrado como uma omelete de Salvador Dali”.
Disco gostoso, de letras inteligentes, outro presentão deixado pelos anos 70. Um dos trabalhos mais inovadores da música brasileira de todos os tempos. Acabou Chorare é uma mistura anárquica de rock, samba, frevo, choro, blues, frevo, tropicalismo e muitos etc. É o segundo disco da banda, gravado em 1972 e um retrato típico da época – movimento hippie, psicodelia, o pais vivendo uma ditadura, a juventude buscando novas formas de viver e se relacionar. Está tudo lá.
Os Novos Baianos - Paulinho Boca de Cantor, Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Luiz Galvão, Baby Consuelo – viviam em um sitio/comunidade na Bahia, com um monte de artistas agregados, todos compondo, ensaiando, cozinhando, criando filhos e sobretudo fazendo musica e jogando futebol.
A diferença entre o primeiro disco – Ferro na Boneca, de 1971 – e esse Acabou Chorare, se deve a João Gilberto, que passou algumas semanas no sítio abrindo para o grupo os segredos do samba, o que por sua vez trouxe para o som deles um suingue espetacular.
O disco saiu pela recem criada gravadora Som Livre, com uma capa elaborada e um grande texto na parte interna escrito pelo Galvão, falando sobre a forma de criar do grupo. O suingue começa com Brasil Pandeiro, um samba antigo de Assis Valente e segue com surpreendentes composições de Moraes e Galvão. Tem ainda a linda voz cheia de frescor de Baby Consuelo e a maestria nos instrumentos dos outros componentes da banda.
É um disco que lembra uma época boa, apesar de tudo. Como diz Galvão em das músicas “...Era uma vez uma tribo brincando de paz e amor, enquanto o homem mandava à lua o disco voador, nem todos eram baianos, mas todos novos baianos, gerando ser, unindo arte e viver...” Esse é um clássico inédito do jazz, gravado há cinqüenta anos mas só agora encontrado, que mostra o encontro inédito entre dois grandes gênios da musica norte americana.
Segundo especialistas, tudo começou em julho de 1957, quando Monk convidou o jovem saxofonista Coltrane para entrar em seu grupo e participar de uma temporada de seis meses em Nova York. O resultado da união foi ótimo, mas a banda só entrou em estúdio uma única vez naquele mesmo mês, para registrar três faixas – lançadas posteriormente no álbum Thelonius Monk with John Coltrane, pela gravadora Riverside.
Em agosto Coltrane gravou seu disco de estréia pela gravadora Blue Note, e quatro meses depois, já perto de sua separação, o quarteto faria seu principal show, um concerto beneficente no Carnegie Hall, dia 29 de novembro de 1957, documentado pela rádio governamental Voz da América para uma transmissão internacional. Depois disso a fita desapareceu e ninguém se lembrou mais dela.
Então, em 2005, acidentalmente, a fita foi encontrada pelo engenheiro de som e supervisor do laboratório de gravações na Biblioteca do Congresso Americano, Larry Appelbaum. Ele diz que estava checando fitas antigas e se deparou com alguns rolos onde estava escrito “Carnegie Hall Jazz” e no verso de uma delas, escrito à mão, “T. Monk”.
A fita foi limpa, restaurada, remasterizada e entregue aos fãs de forma impecável. A última faixa – Epistrophy - está incompleta, não deu pra restaurar. Mas é um disco muito especial, principalmente porque a parceria de Thelonius Monk com John Coltrane durou apenas seis meses, quase não foi registrada em disco e as gravações ao vivo até agora não tinham grande qualidade sonora.
O crítico e pesquisador Zuza Homem de Mello, que na época da apresentação estudava na Julliard School of Music, em Nova York, talvez seja o único brasileiro que assistiu esse show. Ele lembrou a ocasião com maiores detalhes, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo: “O Coltrane era um novato na época, uma revelação, ainda não era o que passou a ser depois. Ele estava começando e tocar com o Monk foi fundamental para ele. É a partir daí que ele passa a dominar o sax e adquire concepções harmônicas revolucionárias. Esse grupo esteve entre os mais extraordinários da história do jazz”.
Se eu fosse vocês baixava todas as musicas agora mesmo...
Esse é o primeiro disco solo do cantor carioca e um dos trabalhos mais inusitados da música brasileira. Não dá para defini-lo: é rock, é samba, é erudito, mas também é jazz, bossa nova, tropicalismo, tudo isso junto e paradoxalmente nenhuma dessas coisas. É o mais puro Jards Macalé. O clima do disco é meio down, melancólico, cheio de sofrida poesia – uma memória fiel da época em que foi gravado, em 1972, em plena ditadura militar.
Conta Wally Salomão, parceiro de Macalé no disco: “Começamos a trabalhar exatamente naquele período que marcava um vazio depois do AI-5, depois de tudo o que foi o tropicalismo em 1968 e que foi cortado violentamente no final daquele ano. O pessoal no exílio, Macalé tinha que ser a voz que continuasse cantando e mantivesse acesa a chama. Nessa época escrevi e Macalé musicou Vapor Barato, dizendo o que era possível naquele momento de desencanto: "Oh, sim, eu estou tão cansado, / Mas não pra dizer / Que eu não acredito mais em você". Vapor Barato foi gravada por Gal Costa no LP Fa-Tal, Gal a Todo Vapor e todo mundo sabia tocá-la no violão. Parecia o hino de um pobre woodstock caboclo."
O LP foi gravado às pressas e de maneira simples – somente com ele no violão, o guitar hero Lanny Gordin no baixo e Tutty Moreno na bateria. A capa trazia um encarte obra prima do design. A censura marcou em cima, os milicos ficavam encucados com as letras de Torquato Neto, especialmente a de Revendo Amigos, que dizia “se me der na veneta eu morro / se me der na veneta eu mato”. Essa letra foi revista pela censura nada menos que 12 vezes...
Quando saiu, considerado um dos melhores do ano pela crítica, Jards Macalé logo virou preciosidade, porque foi retirado de catálogo. Saiu em CD há alguns anos, mas não existe mais, virou cult.
São nove faixas e uma vinheta, todas com musica de Macalé e letras de Capinan, Wally Salomão, Luis Melodia e Torquato Neto. Nele predomina um clima triste, onde passam blues, samba-canção, rock e mesmo algo de bolero. Macalé canta seccionando as palavras, o que dá às letras um sentido totalmente inusitado.
Diz ele: “é o disco que mais gosto. Apesar dos poucos musicos, a gente conseguir fazer cada faixa diferente da outra, criando um unidade incrível."
Os parceiros desse disco continuaram com ele nos discos seguinte, menos o piauiense Torquato Neto – grande poeta da melancolia – que suicidou-se naquele mesmo ano, um dia depois de completar 28 anos.
Jards Macalé é um disco obrigatório que soa revolucionário ainda hoje. Espero que gostem. | farinha do desprezo | | jards macalé (1972) | | jards macalé | | | revendo amigos | | jards macalé (1972) | | jards macalé | | | mal secreto | | jards macalé (1972) | | jards macalé | | | 78 rota寤es | | jards macalé (1972) | | jards macalé | | | movimento dos barcos | | jards macalé (1972) | | jards macalé | | | meu amor me agrra & geme & treme & chora & mata | | jards macalé (1972) | | jards macalé | | | lets plat that | | jards macalé (1972) | | jards macalé | | | farrapo humano - a morte | | jards macalé (1972) | | jards macalé | | | hotel das estrelas | | jards macalé (1972) | | jards macalé | |
Sempre tive uma atração irresistível pela musica das tribos nômades do deserto do Saara, mas não tinha muito acesso a nada que vinha deles. Pois agora conheci e adorei os Tinariwen , tuaregs da fronteira do Mali com a Líbia, que faz um som muito politizado e de ótima qualidade.
A historia deles é surpreendente. Em 1979 se conheceram num campo de treinamento militar, onde lutavam sob a ordem do general Kadhafi, da Líbia. O líder libio recrutou os tuaregs, povo sem terra do deserto, com a promessa de lhe dar armas e treiná-los em sua luta por independência do governo do Mali. Mas depois, segundo eles, Kadhafi os enganou.
Então os tuaregs se mudaram para um campo de refugiados onde vivem ate hoje e dez deles, sob a liderança do músico Ibrahim Ag Alhabib, criaram o Tinariwen, cuja tradução quer dizer alguma coisa como “imensidão deserta”. Suas primeiras composições funcionaram como propaganda política dos rebeldes e só em 2001 os Tinariwen ganharam identidade artística com a edição de seu primeiro disco, The Radio Tisdas Sessions e surpreenderam o mundo em 2004 com o segundo, Amassakoul , rapidamente no topo das paradas de alguns paises da Europa e Africa.
Seu som é o das tradições tuaregs, com vozes guturais de homens e mulheres que parecem vir de outro planeta, mas tem também fortes influencias de Bob Marley e Bob Dylan, algumas pitadas de blues, de psicodelismo e de acid drock e uma guitarrinha espertíssima tocada por Ag Alhabib, em contraponto a baixo, bateria e instrumentos tradicionais do deserto. Cantam em dialeto e algumas musicas em francês. Não entendo nada que eles dizem, mas adoro o som.
Hoje eles são a voz do povo tuareg para o resto do mundo, com mensagens de resistência à repressão, à prisão e outros problemas enfrentados pelos povos do deserto. Seus discos são banidos do Mali e da Argélia. | Amassakoul 'n' Tenere | | Amassakoul | | Tinariwen | | | Dualahila ar Tesninam | | Amassakoul | | Tinariwen | | | Chatma | | Amassakoul | | Tinariwen | | | Arawan | | Amassakoul | | Tinariwen | | | Chet Boghassa | | Amassakoul | | Tinariwen | | | Amidinin | | Amassakoul | | Tinariwen | | | Tenere Dafed Nikchan | | Amassakoul | | Tinariwen | | | Aldhechen Manin | | Amassakoul | | Tinariwen | | | Alkhar Dessouf | | Amassakoul | | Tinariwen | | | Eh Massina Sintadoben | | Amassakoul | | Tinariwen | |
Os Mutantes estão de volta aos palcos, começam excursão pelo Brasil em maio, depois de uma estreia arrasadora em Londres e duas apresentações sold out em S. Paulo. Zelia Duncan ocupa hoje o lugar que foi de Rita Lee e dizem que está maravilhosa. São 30 anos de ausencia, o que fez deles uma lenda, uma das mais cultuadas bandas brasileiras de todos os tempos, com fãs no mundo inteiro, entre as quais Yoko Ono.
As musicas abaixo são do disco de estreia da banda, de nome Os Mutantes, lançado em LP em 1968 e relançado em CD em 1992. Esse LP foi considerado pela revista especializada norte americana Mojo, em 2005, como um dos 50 discos mais experimentais de todos os tempos, à frente de nomes como Pink Floyd, Beatles e Frank Zappa.
A banda é formada por Arnaldo Batista – baixo, teclados e vocais / Rita Lee – vocais e percussão e Sergio Dias – guitarras e vocais. Participações especiais: Rogério Duprat em todos os arranjos e Jorge Ben, com voz e violão em A Minha Menina.
Repertorio: Panis et Circenses (Gilberto Gil e Caetano Veloso) / A Minha Menina (Jorge Ben) / O Relógio (Os Mutantes) / Adeus Maria Fulô (Humberto Teixeirae Sivuca) / Baby (Caetano Veloso) / Senhor F (Os Mutantes) / Bat Macumba (Gilberto Gil e Caetano Veloso) / Le Premier Bonheur du Jour (Jean Renard e Frank Gerald) / Trem Fantasma (Caetano Veloso e Os Mutantes) / Tempo no Tempo (John Philips) / Ave Gengis Khan (Os Mutantes). | Panis Et Circenses | | Os Mutantes | | Os Mutantes | | | A Minha Menina | | Os Mutantes | | Os Mutantes | | | O Relógio | | Os Mutantes | | Os Mutantes | | | Adeus Maria Fulô | | Os Mutantes | | Os Mutantes | | | Baby | | Os Mutantes | | Os Mutantes | | | Senhor F | | Os Mutantes | | Os Mutantes | | | Bat Macumba | | Os Mutantes | | Os Mutantes | | | Le Premier Bonheur Du Jour | | Os Mutantes | | Os Mutantes | | | Trem Fantasma | | Os Mutantes | | Os Mutantes | | | Tempo no Tempo (Once Was A Time I Thought) | | Os Mutantes | | Os Mutantes | | | Ave Gengis Khan | | Os Mutantes | | Os Mutantes | |
No verão de 1980, Gilberto Gil se apresentou em algumas cidades brasileiras num show memorável com o jamaicano Jimmy Cliff e todo mundo prestou atenção num jovem clarinetista negro que tocava na banda e que fazia um solo de impacto lá pelo fim do show. Ele chamava atenção não só porque tocava e cantava muito bem – mas principalmente porque era belíssimo: um negro alto e magro, na flor dos seus 20 anos, com um carisma irresistível. Vestia-se de maneira diferente, com suspensórios, calças listradas e sapatos bicolores, cheio de estilo. Era Roberto Guima. Ele foi a sensação no meio musical no verão de 1980.
Quem freqüentava as gafieiras cariocas, no entanto, já conhecia Guima de pelo menos dois anos antes. Ele costumava tocar no meio da noite, no palquinho da Estudantina, para onde foi levado por Paulo Moura, seu professor e admirador. Já era extremamente fashion – sempre de terno de linho beje, camisa branca, gravata borboleta, às vezes usava um chapeuzinho. E sempre tinha um lenço vermelho amarrado no pulso, de puro charme. Era lindo mesmo, o Guima, a gente parava de dançar só pra vê-lo no palco. E tocava o clarinete de uma forma pessoal, o som saia sinuoso e de fraseado sofisticado, diferente de tudo o que a gente já tinha ouvido. Diretamente da linhagem negra de Coltrane + Paulo Moura, com pitadas de Tim Maia.
Ficamos amigos, descobrimos que ele era um menino doce e sincero, que tinha muitas músicas compostas e estava louquinho pra gravar um disco só dele. Na época Guima era muito solicitado pelos outros músicos, tocava em gravações de discos, em excursões de shows, todo mundo se encantava com seu jeito novo de solar o clarinete.
Em fins de 1980, muita gente se mobilizou e Roberto Guima gravou o disco, que levava seu nome, com um repertório de composições próprias. Grandes nomes da musica instrumental participaram das gravações, só por admiração a Guima: Paulo Moura, Celso Fonseca, Marçal, Leo Gandelman, Marcio Montarroyos, Serginho Trombone, Wilson Meirelles, Jorginho do Pandeiro, João de Aquino, veja só que time ele reuniu.
Em março de 81, um choque para todos os seus amigos e admiradores: Guima foi passar o final de semana em Arraial do Cabo e morreu afogado, logo ele, dono de um fôlego de sete gatos. Tinha 21 anos. Passou por aqui como um cometa de brilhante trajetória e deixou muitas saudades.
Seu lindo disco, raríssimo, está aí embaixo. Deveria ser re-editado, porque é um trabalho da mais alta qualidade. Dedico essa postagem a Marco Ramos, que também era fã do Guima. | 01 Tome era | | | | | | | 02 amor e natureza | | | | | | | 03 se disser que não | | | | | | | 04 geisa | | | | | | | 05 hora do hush | | | | | | | 06 linha de montagem | | | | | | | 07 lampada de aladim | | | | | | | 08 alma vadia | | | | | | | 10 essencia de alguem | | | | | | | 09 eu queria saber | | | | | |
Juntei canções que estavam espalhadas no meu computador, todas interpretadas por bons atores que também cantam. São nove atores de Holywood. Uns cantaram porque seus personagens assim pediam, outros cantam por hobby, um deles até gravou disco com composições próprias. Pela ordem:
1. Nicholas Cage – Quem não lembra dele com o casaco de couro de cobra, cantando Love Me Tender, na cena final de Coração Selvagem, de David Lynch? Inesquecível. Não sei se cantou depois disso, seus filmes ficaram chatos, nem presto atenção...
2. Ethan Hawke – Gosta de soltar a garganta nos fins de semana, rock de preferência. Tem cara e voz de crooner de banda de rock. Aqui ele manda ver I’m Nuthin’, canção de sua autoria que foi gravada e vendeu muito bem nos Estados Unidos.
3. Joaquim Phoenix – fez um perfeito Johnny Cash no filme Johnny e June, de James Mangold, pelo qual ganhou o Globo de Ouro e foi indicado ao Oscar. Ele teve aulas de guitarra e canto para interpretar o personagem e cantou todas as músicas em cena. A canção é Ring of Fire, da trilha do filme.
4. Billy Bob Thornton – ótimo ator, que ficou mais conhecido por ter sido casado com Angelina Jolie. Tem um disco de rhythm and blues bem interessante – de nome Private Radio – que um dia ainda vou postar aqui.
5. Matt Damon – Essa ele cantou na trilha de O Talentoso Ripley, onde faz um assassino frio e calculista que mata Jude Law pra ficar com seu dinheiro e sua namorada. É My Funny Valentine, de Rodgers e Hart.
6. George Clooney – Ele estava hilário na pele de um fugitivo da cadeia que se passa por cantor folk, no filme E aí Meu Irmão, Cadê Você? dos Irmãos Cohen. Grande filme, grande George.
7. Jim Carrey – Macaquices à parte, o cara já mostrou que é bom ator e que tem uma grande extensão vocal. A canção Cuban Pete, é da trilha de O Máscara.
8. Antonio Banderas – o bonitão canta muito bem. Alias, canta em quase todos os filmes. A musica Morena de Mi Corazón faz parte da trilha de El Mariachi, de Roberto Rodrigues, onde ele desfila sua morenice com guitarras e metralhadoras. Quem o acompanha aqui é Los Lobos, famosa banda de rock dos anos 70.
9. Anthony Perkins – O assustador Norman Bates, do filme Psicose, de Hitchcock (o meu filme de suspense preferido), tinha uma voz doce e gravou em disco lindas canções da década de 50 e 60. Aqui está I’l N’y a Plus d’Apres, cantada em francês com delicioso sotaque.
Não tenho o hábito de postar discos que ainda estão sendo vendidos nas lojas, mas esse aqui tem sido meu parceiro nas caminhadas matinais. Acho que vocês também vão gostar. O filme é uma delicia – o disco dá vontade de sair dançando. E tem coisa melhor pra uma segunda feira que começa chuvosa e chatíssima?
Divirtam-se!
Essa é a trilha de um filme muito legal, baseada num livro mais legal ainda – Alta Fidelidade. É a história de Rob Gordon, dono de uma loja de música à beira da falência, que apenas vende discos em vinil. Ele tem a mania de fazer lista dos cinco mais qualquer coisa. É azarado no amor e ao mesmo tempo uma verdadeira enciclopédia ambulante sobre música pop. No livro, o autor Nick Hornby, que é inglês, relaciona musicas de bandas inglesas. No filme, o diretor Stephen Frears e o protagonista John Cusak (também co-autor do roteiro e responsável pela produção), garimpam preciosidades musicais dos anos 70 e 80 e o resultado é tão alto astral quanto no livro.
Curiosidade - O ator Jack Black, que faz o impagável e ranzinza vendedor de discos na loja de Rob, interpreta com sua banda de verdade a cena final do filme e uma das musicas do disco, a faixa 11 – Let’s Get it On.
A relação das músicas:
1. You're Gonna Miss Me (13th Floor Elevators) / 2. Everybody's Gonna Be Happy (The Kinks) / 3. I'm Wrong About Everything (John Wesley Harding) / 4. Oh! Sweet Nuthin' (The Velvet Underground) / 5. Always See Your Face (Love) / 6. Most Of The Time (Bob Dylan) / 7. Fallen For You (Shiela Nicholls) / 8. Dry The Rain (The Beta Band) / 9. Ship Building (Elvis Costello & The Attractions) / 10. Cold Blooded Old Times (Smog) / 11. Let's Get It On (Jack Black) / 12. Lo Boob Oscillator (Stereolab) / 13. Inside Game (Royal Trux) / 14. Who Loves The Sun (The Velvet Underground) / 15. I Believe (Stevie Wonder).
A Banda Vexame era cultuada no inicio dos anos 90 e tinha um rótulo divertido para definir seu repertório: MBPBB (Música Bem Popular Bem Brasileira). O critério de escolha do cardápio musical da banda eram as canções que vivem na memória afetiva do povão, arranjos deliciosos para canções conhecidas de Reginaldo Rossi, Fabio Junior, Richie, Lílian, Fernando Mendes, o grupo mexicano Pimpinela e até Roberto Carlos.
Seus shows eram teatrais. Marisa Orth comandava o espetáculo como a apresentadora Maralu Menezes e convidava a banda: Carlos Pazzeto (Malcon Ewerson), Marcelo Papini (Cido Campos) e Fernando Salem (João Alberto) e os quatro arrasavam num palco cheio de estátuas de cachorro de gesso, antenas de TV, churrasqueira de laje, flores de plástico, anões de jardim e todos os outros ícones clássicos do que é vendido nos camelôs e chamamos de brega. Os figurinos também eram impagáveis e do corinho cafona fazia parte um anão!
Marisa Orth era a alma da banda – ela cantava, interpretava o personagem, improvisava com a platéia, fazia a gente rir e sair feliz do teatro. Mas só durou alguns anos. Em 1999, após nove anos de existência, a Banda Vexame se desfez. Seus integrantes achavam que já não causavam o impacto que tinham no começo.
Em setembro desse ano eles se reuniram novamente para apresentar o show Fim de Carreira, em cartaz apenas um fim de semana no Sesc Pompéia, mesmo palco onde gravaram ao vivo, em 1992, o CD Siga Seu Rumo. Show lotado, ingressos esgotados. Sinto falta de seu humor escrachado e inteligente.
Cenas desse show podem ser vistas no You Tube.  | Guestbook | |
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Today I am a wisher of Happy Birthday greetings!!! Enjoy your day! |
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"A meus amigos e contatos:
Multiply ganha seu dinheiro com propaganda. Conforme pessoas clickam nas páginas e links, Multiply ganha dinheiro dos links de patrocinadores e anúncios veiculados em suas páginas.
Há um movimento ocorrendo para boicotar Multiply por um dia todo, esta Sexta, 18 de Janeiro. É um protesto feito frente as recentes mudanças feitas para proibir o compartilhamento de música e também para limitar o upload de música. Eu sou consumidor da mesma forma como você é. Merecemos ser tratados com respeito.
Por mais que eu entenda que o Multiply tenha direito de conduzir negócios como achar melhor, a maneira qual as mudanças vem sendo feitas denota pouco caso no serviço ao consumidor e produz frustração naqueles de nós que investem muitas horas montando nossos sites.
Vamos mandar uma mensagem ao Multiply: Nos tratem mal e vamos mexer com seu esquema de negócios. Somos seus clientes quer vocês queiram nos tratar assim, ou não.
Eu não estarei on line Sexta das 12:01 AM a 11:59 PM (no mínimo). Quem gostaria de se juntar a mim?
(E para aqueles que vivem em diferentes fusos horários, sigam seu próprio 12:01 AM a 11:59 PM. Vamos fazer dar a volta ao mundo!)
Paz." |
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Thank you for Julie London songs..
Regards Hartono |
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Oi Falzita, tou fechando esse butiquim, eles ficam o tempo todo dizendo que eu violei direitos autorais e deletando posts. Cansei. Beijo |
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ete te amo,tpou roubando musica adoidado, haha |
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Eu desculpo-me por minha falta do português |
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hello beth, minha mais melhor consideração do musical
John |
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seleçao das musicas é muito legal. gostei.
bravo . bjs . andrezinho |
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e um site muito bonito, legal! |
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