A Vitrola da BethS

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Blog EntryO heroi tem uma capa de estrelasApr 25, '07 9:37 PM
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Esse é um disco genial, um dos trabalhos mais líricos do poeta, escritor, violinista, pianista, bandolinista, compositor, cineasta, artista plástico e cantor Jorge Mautner.

 

Com mais de 40 anos de estrada, Jorge Mautner tem 10 discos e quatro livros e é um dos autores mais gravados em vida, com composições nos discos de Caetano, Gil, Lulu Santos, Zé Ramalho, Kid Abelha e Chico Science, só pra falar nos mais conhecidos. Como escritor também arrasou, recebendo o prêmio Jabuti de literatura com seu primeiro romance, Deus da Chuva e da Morte, publicado em 1962.

 

Esse disco, de 1974, tem direção musical de Gilberto Gil e lança pela primeira vez no meio musical, um jovem instrumentista de nome Roberto de Carvalho, que depois seria o parceiro fiel de Rita Lee. Aqui ele toca teclados. A capa é de Rogério Duarte, grande artista gráfico dos anos 70, autor do poster de Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha e de quase todas as capas dos discos tropicalistas.

 

O repertório tem músicas maravilhosas, como a segunda gravação do Maracatu Atômico, já um retumbante sucesso na voz de Gilberto Gil e O Relógio Quebrou, inspirado, segundo seu autor, “pelo relógio dobrado como uma omelete de Salvador Dali”.

 

Disco gostoso, de letras inteligentes, outro presentão deixado pelos anos 70.


Blog EntryNovos BaianosApr 25, '07 7:54 PM
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Um dos trabalhos mais inovadores da música brasileira de todos os tempos. Acabou Chorare é uma mistura anárquica de rock, samba, frevo, choro, blues, frevo, tropicalismo e muitos etc. É o segundo disco da banda, gravado em 1972 e um retrato típico da época – movimento hippie, psicodelia, o pais vivendo uma ditadura, a juventude buscando novas formas de viver e se relacionar. Está tudo lá.

 

Os Novos Baianos - Paulinho Boca de Cantor, Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Luiz Galvão, Baby Consuelo – viviam em um sitio/comunidade na Bahia, com um monte de artistas agregados, todos compondo, ensaiando, cozinhando, criando filhos e sobretudo fazendo musica e jogando futebol.

 

A diferença entre o primeiro disco – Ferro na Boneca, de 1971 – e esse Acabou Chorare, se deve a João Gilberto, que passou algumas semanas no sítio abrindo para o grupo os segredos do samba, o que por sua vez trouxe para o som deles um suingue espetacular.

 

O disco saiu pela recem criada gravadora Som Livre, com uma capa elaborada e um grande texto na parte interna escrito pelo Galvão, falando sobre a forma de criar do grupo. O suingue começa com Brasil Pandeiro, um samba antigo de Assis Valente e segue com surpreendentes composições de Moraes e Galvão. Tem ainda a linda voz cheia de frescor de Baby Consuelo e a maestria nos instrumentos dos outros componentes da banda.

É um disco que lembra uma época boa, apesar de tudo. Como diz Galvão em das músicas “...Era uma vez uma tribo brincando de paz e amor, enquanto o homem mandava à lua o disco voador, nem todos eram baianos, mas todos novos baianos, gerando ser, unindo arte e viver...”


Blog EntryO Vapor Barato de MacaléApr 1, '07 1:49 PM
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Esse é o primeiro disco solo do cantor carioca e um dos trabalhos mais inusitados da música brasileira. Não dá para defini-lo: é rock, é samba, é erudito, mas também é jazz, bossa nova, tropicalismo, tudo isso junto e paradoxalmente nenhuma dessas coisas. É o mais puro Jards Macalé. O clima do disco é meio down, melancólico, cheio de sofrida poesia – uma memória fiel da época em que foi gravado, em 1972, em plena ditadura militar.

 

Conta Wally Salomão, parceiro de Macalé no disco: “Começamos a trabalhar exatamente naquele período que marcava um vazio depois do AI-5, depois de tudo o que foi o tropicalismo em 1968 e que foi cortado violentamente no final daquele ano. O pessoal no exílio, Macalé tinha que ser a voz que continuasse cantando e mantivesse acesa a chama. Nessa época escrevi e Macalé musicou Vapor Barato, dizendo o que era possível naquele momento de desencanto: "Oh, sim, eu estou tão cansado, / Mas não pra dizer / Que eu não acredito mais em você". Vapor Barato foi gravada por Gal Costa no LP Fa-Tal, Gal a Todo Vapor e todo mundo sabia tocá-la no violão. Parecia o hino de um pobre woodstock caboclo."

 

O LP foi gravado às pressas e de maneira simples – somente com ele no violão, o guitar hero Lanny Gordin no baixo e Tutty Moreno na bateria. A capa trazia um encarte obra prima do design. A censura marcou em cima, os milicos ficavam encucados com as letras de Torquato Neto, especialmente a de Revendo Amigos, que dizia “se me der na veneta eu morro / se me der na veneta eu mato”. Essa letra foi revista pela censura nada menos que 12 vezes...

 

Quando saiu, considerado um dos melhores do ano pela crítica, Jards Macalé  logo virou preciosidade, porque foi retirado de catálogo. Saiu em CD há alguns anos, mas não existe mais, virou cult.

 

São nove faixas e uma vinheta, todas com musica de Macalé e letras de Capinan, Wally Salomão, Luis Melodia e Torquato Neto. Nele predomina um clima triste, onde passam blues, samba-canção, rock e mesmo algo de bolero. Macalé canta seccionando as palavras, o que dá às letras um sentido totalmente inusitado.

 

Diz ele: “é o disco que mais gosto. Apesar dos poucos musicos, a gente conseguir fazer cada faixa diferente da outra, criando um unidade incrível."

 

Os parceiros desse disco continuaram com ele nos discos seguinte, menos o piauiense Torquato Neto – grande poeta da melancolia – que suicidou-se naquele mesmo ano, um dia depois de completar 28 anos.  

 

Jards Macalé é um disco obrigatório que soa revolucionário ainda hoje. Espero que gostem.


MusicJards Macalé - 1972Apr 1, '07 1:11 PM
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farinha do desprezo jards macalé (1972) jards macalé 
revendo amigos jards macalé (1972) jards macalé 
mal secreto jards macalé (1972) jards macalé 
78 rota寤es jards macalé (1972) jards macalé 
movimento dos barcos jards macalé (1972) jards macalé 
meu amor me agrra & geme & treme & chora & mata jards macalé (1972) jards macalé 
lets plat that jards macalé (1972) jards macalé 
farrapo humano - a morte jards macalé (1972) jards macalé 
hotel das estrelas jards macalé (1972) jards macalé 

Blog EntryO melhor dos StonesNov 17, '06 7:57 PM
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Esse é o meu Stones favorito, junto com Exile on Main St. Primeiro disco estreando na nova gravadora (Rolling Stones Records) e o primeiro a mostrar o famoso logotipo da boca vermelha em fundo amarelo, que apesar de ter sido sempre atribuído a Andy Wahrol, na verdade foi produzido pelo designer americano John Pasche.

 

O dedo de Andy Wahrol estava na capa, revolucionária para a época, proibida, censurada e depois muito imitada mundo afora. A historia dessa capa é interessante. Os Rolling Stones alimentavam a fama de feios, sujos e malvados, em contraponto aos Beatles. O banheiro imundo da capa de Beggar’s Banquet (1968) e a provocação mal educada de Let it Bleed (1969) deixaram eles mais sujos ainda. Havia ainda o escândalo do festival de Altamont, na Califórnia, onde cinco pessoas tinham sido mortas durante o seu show. Por isso é que, nesse primeiro disco em sua própria gravadora, o primeiro também depois de Altamont, os Stones queriam apagar essa imagem de violência, mas sem deixar de provocar os conservadores.

 

Foi aí que em uma festa, Andy Warhol sugeriu uma capa em que se pudesse usar um ziper de verdade, numa calça jeans. Jagger achou bárbaro, inclusive porque isso daria uma conotação mais sexual e menos violenta ao trabalho da banda. E assim o disco saiu em 1971. A foto do rapaz na capa não é de Mick Jagger, como se pensava na época, mas do ator pornô Joe Dallessandro, famoso por seu enorme pênis, que trabalhava no estúdio The Factory, de Warhol. O zíper podia ser aberto e dentro apareciam os mesmos quadris, agora cobertos por uma cueca branca. A capa causou polemica no mundo inteiro, foi proibida em alguns paises, em outros era exibida com plástico preto, como uma revista pornô... Ainda tenho esse disco, com o zíper funcionando... Vocês podem imaginar o que era essa capa em 1971!

A capa trouxe problemas tecnicos e finanaceiros para a gravadora. O ziper arranhou todos os discos da primeira prensagem, exatamente nas musicas Wild Horses e Sister Morphine, e a distribuidora Atlantic Records teve de devolver o dinheiro dos compradores irritadissimos. Na segunda tiragem o problema foi contornado com uma mexidinha na foto, o que colocou o zíper justamente no miolo do disco.

Quase todas as músicas foram gravadas nos Estados Unidos em menos de um mês. Adoro todas, são clássicas, definitivas, energéticas. Tem os mais lindos riffs da guitarra e as letras mais dark, como Brown Sugar, Bitch e Sister Morphine – mas também baladas quase doces, como Wild Horses e Moonlight Mile. Prestem atenção no groove da segunda parte de Can’t You Hear Me Knocking, e vejam como é tão atual, tão moderno. Tem muitas feras entre os músicos convidados: Billy Preston, Ry Cooder, Jim Price, Bobby Keyes e Nick Hopkins.  

Pode aumentar o som que isso é o mais puro rock’n’roll!


Blog EntryCat StevensSep 16, '06 8:05 PM
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Yusuf Islam, antes conhecido como Cat Stevens, vai lançar um novo disco de música pop depois de 28 anos dedicados à música espiritual e aos trabalhos beneficentes.  O novo disco, An Other Cup, estará nas lojas americanas no dia 28 de novembro, coincidindo com o 40º aniversário do lançamento do primeiro disco do cantor.

 

Nascido e criado em Londres, Islam se tornou um astro da música pop nas décadas de 1960 e 1970, chegando a vender 40 milhões de discos. Sua musica ficava nas mesmas prateleiras das lojas onde já estavam os americanos James Taylor e Carole King e os ingleses Nick Drake, Syd Barret e Donovan. Eram canções confessionais e poéticas, que embalaram os primeiros namoros de milhões de adolescentes no mundo inteiro.

 

No auge da fama ele morou incognito alguns meses no Rio, segundo conta em seu site: “morava sozinho, com uma faxineira que vinha de vez em quando mas que so falava português.  Eu me sentia solitario enquanto tentava ser Cat Stevens, o cara incrivelmente famoso que escrevia canções inteligentes. Mas não conseguia saber quem eu era na verdade.”  

 

A vida de Cat Stevens deu uma guinada inesperada em 1977, após quase morrer afogado em uma praia de Malibu (Califórnia). A experiência mudou a sua vida. Depois disso ele se converteu à religião muçulmana e trocou o nome para Yusuf Islam.  Continuou compondo, mas apenas musicas espirituais – que passaram a ser a base de seu trabalho educativo e beneficente. Apesar desse afastamento, seus discos anteriores como Cat Stevens continuam vendendo uma média de 1,5 milhão de unidades por ano

 

Durante quase três décadas, o ex-astro da música fundou três escolas muçulmanas em Londres e uma organização sem fins lucrativos,  de nome Small Kindness, reconhecida pela ONU e através da qual presta ajuda aos órfãos de conflitos como Bósnia, Kosovo e Iraque. Além disso, Islam criou seu próprio selo fonográfico, Ya Records, pelo qual já produziu dez discos de música religiosa e espiritual. Em 2004 o departamento de Segurança Interna dos EUA impediu a sua entrada no país, após incluí-lo na lista de vigilância por atividades potencialmente relacionadas ao terrorismo.

 

Tea for the Tillerman, de 1970, é um dos seus melhores e mais conhecidos discos, cheio de lirismo e musicalidade. Foi relançado em 1990, em copia remasterizada, o que faz parecer que foi gravado ontem. Eu também cresci ao som de Cat Stevens.

MusicTea for the TillermanSep 16, '06 7:55 PM
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Where Do the Children Play? Tea for the Tillerman Cat Stevens 
Hard Headed Woman Tea for the Tillerman Cat Stevens 
Wild World Tea for the Tillerman Cat Stevens 
Sad Lisa Tea for the Tillerman Cat Stevens 
But I Might Die Tonight Tea for the Tillerman Cat Stevens 
Longer Boats Tea for the Tillerman Cat Stevens 
Into White Tea for the Tillerman Cat Stevens 
On the Road to Find Out Tea for the Tillerman Cat Stevens 
Father and Son Tea for the Tillerman Cat Stevens 
Tea for the Tillerman Tea for the Tillerman Cat Stevens 

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