No Brasil não há grupo de rock experimental tão ousado e original quanto o liderado por Paulo Barnabé. Admirador confesso da originalidade do irmão Arrigo, Paulo também se identificou com o punk rock paulistano de Ratos de Porão e Inocentes e foi ancorado nessas duas influências que ele, junto aos amigos André Fonseca (guitarra) e James Muller (bateria) formou a Patife Band, formação punk que hoje é lembrada como uma das maravilhas perdidas dos anos 80.
A banda teve dois únicos registros em vinil: o mini LP independente 'Patife Band' (1985) e o hoje clássico 'Corredor Polonês' (1987).
'Corredor Polonês' é a obra prima que poucos ouviram. É um disco punk, mas tem uma ironia e um senso de humor ácido que é raro. A cara de São Paulo. Muitas das bandas brasileiras que surgiram dos anos 90 e que se consideram bandas de rock, como os Titãs, admitem ter sofrido forte influência, se não da música em si ao menos da forma de compor desse disco, que é tido como um dos mais importantes já produzidos no rock nacional.
Em 89 a Patife Band foi se dissolvendo aos poucos até sumir. Em 2002, o Corredor Polonês chegou a ser relançado em CD, mas desapareceu das lojas rapidamente e não teve uma nova tiragem. Hoje Paulo está retomando a banda, depois de lançar o disco Pigs Blaaargh e de cumprir uma rotina de shows em festivais de rock pelo Brasil, como no passado.
“Esse relançamento do Corredor Polonês deu uma ampliada no culto. E a gravação do show em Londrina 'vazou' na internet, então foi mais uma divulgação para a banda. Hoje, vemos na platéia desde um pessoal mais novo, molecadinha mesmo, até gente com 30, 40 anos", disse Paulo Barnabé.
Queremos mais Patife Band!