A Banda Vexame era cultuada no inicio dos anos 90 e tinha um rótulo divertido para definir seu repertório: MBPBB (Música Bem Popular Bem Brasileira). O critério de escolha do cardápio musical da banda eram as canções que vivem na memória afetiva do povão, arranjos deliciosos para canções conhecidas de Reginaldo Rossi, Fabio Junior, Richie, Lílian, Fernando Mendes, o grupo mexicano Pimpinela e até Roberto Carlos.
Seus shows eram teatrais. Marisa Orth comandava o espetáculo como a apresentadora Maralu Menezes e convidava a banda: Carlos Pazzeto (Malcon Ewerson), Marcelo Papini (Cido Campos) e Fernando Salem (João Alberto) e os quatro arrasavam num palco cheio de estátuas de cachorro de gesso, antenas de TV, churrasqueira de laje, flores de plástico, anões de jardim e todos os outros ícones clássicos do que é vendido nos camelôs e chamamos de brega. Os figurinos também eram impagáveis e do corinho cafona fazia parte um anão!
Marisa Orth era a alma da banda – ela cantava, interpretava o personagem, improvisava com a platéia, fazia a gente rir e sair feliz do teatro. Mas só durou alguns anos. Em 1999, após nove anos de existência, a Banda Vexame se desfez. Seus integrantes achavam que já não causavam o impacto que tinham no começo.
Em setembro desse ano eles se reuniram novamente para apresentar o show Fim de Carreira, em cartaz apenas um fim de semana no Sesc Pompéia, mesmo palco onde gravaram ao vivo, em 1992, o CD Siga Seu Rumo. Show lotado, ingressos esgotados. Sinto falta de seu humor escrachado e inteligente.
Cenas desse show podem ser vistas no You Tube.