A Vitrola da BethS

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Blog EntryBezerra da Silva Jun 24, '07 12:17 AM
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Bezerra da Silva ficou conhecido como o típico malandro carioca, mas na verdade era pernambucano de Recife e começou sua vida artística tocando zabumba na banda de Zé Ramalho. Era grande zabumbeiro, segundo ele, era o único musico que tocava três zabumbas de uma vez. Foi pro Rio de Janeiro com 15 anos, escondido no porão de um navio cargueiro que transportava açúcar e quase foi jogado ao mar pelo comandante. Sua verdadeira profissão era pedreiro, a musica entrou em sua vida por acaso.

Depois de muitos shows com Ze Ramalho, gravou o primeiro disco pela Tapecar, da TV Globo, em 1975, onde cantava exclusivamente cocos - um ritmo muito pernambucano, quase avô do baião e do forró. O disco, de nome O Rei do Côco, tem composições próprias e já mostra aquele jeito especial de cantar que se tornou a marca registrada em todos os seus discos de samba.


Blog EntryO outro lado da Nação ZumbiSep 23, '06 12:30 AM
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Los Sebosos Postizos é um projeto paralelo da Nação Zumbi com a participação de alguns integrantes do Mundo Livre S/A. A banda se dedica a recriar os sucessos da década de 60 e 70 de Jorge BenJor, relembrando também grooves raros de Tim Maia, The Zoombies, clássicos do ska e do reggae jamaicano. É um som ótimo de ouvir e dançar. Eles nunca gravaram um disco, mas já fizeram muitos shows por ai – sempre que a agenda apertada da Nação Zumbi permite. E tem uma legião de admiradores.

 

O nome da banda é uma mistura engraçada:  Los Cubanos Postizos, guinada afro-cubana do guitarrista da vanguarda nova iorquina Marc Ribot + o personagem de quadrinhos Boogie, o Seboso, do desenhista argentino Roberto Fontanarossa + a gíria absolutamente recifense Alma Sebosa, que significa um cara marginal e sem escrúpulos. É isso mesmo, eles são sebosos postiços.

 

O grupo, que existe desde 2000, é formado por Jorge Du Peixe no vocal, Lúcio Maia na guitarra, Pupilo na bateria, Djengue no baixo e Gustavo da Lua, na percussão, todos do Nação Zumbi e mais Bactéria, tecladista do Mundo Livre S/A.  No começo, a intenção era juntar amigos de Recife para curtir um som. Logo as festas fizeram sucesso e a banda ganhou projeção.

 

Hoje, Los Sebosos Postizos pensam até em produzir um disco autoral, ainda que pareça um sonho impossível conciliar as gravações com a efervescente carreira da Nação. Caso saia do papel, a idéia não é registrar os covers cantados nos shows, mas compor canções inéditas.

 

Para reproduzir a sonoridade do violão ultra pessoal de Jorge BenJor, Lúcio Maia recorreu a uma guitarra semi-acústica Gibson 135. Ele tenta conjugar a sutileza do violão que Benjor imortalizou em seus discos com a guitarra que o cantor passou a utilizar nos palcos.

 

– O violão é muito versátil para compor, mas não é legal na hora do show, pois sofre uma perda enorme junto com outros instrumentos elétricos. Essa guitarra semi-acústica, oca como um violão, dá uma sonoridade e um clima de leveza e sofisticação, algo bem distante da Nação, que tem uma cara mais rock'n roll – analisa Lúcio.

 

Para a Nação Zumbi, é através da banda paralela que eles podem realmente se expressar. “Na Nação temos que atender à mídia, aos fãs, a uma agenda, há toda uma carga por trás. Já os Sebosos têm uma leveza bem maior. É mais livre" – resume o guitarrista Lucio Maia.

 

As musicas abaixo são gravações de shows em S. Paulo e no Recife, tiradas diretamente da mesa de som. Os Sebosos Postizos são modernos, engraçados, o som é uma delícia. Eu adoro!


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